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4 Tendências de marketing digital para a próxima década

4 Tendências de marketing digital para a próxima década

(ou pelo menos para 2020)

Voltei do RD Summit 2019, que acontece anualmente lá em Florianópolis com tantos insights, planos e coisas a fazer, que resolvi escrever este texto para organizar melhor o que – até este momento – está um turbilhão na minha mente. No final desse texto, quero ter respondido a mim mesma: quais são todas as tarefas, mudanças e planejamentos que pretendo fazer até o próximo evento, a partir das ideias que surgiram nesta última semana? Espero que esta postagem também sirva pra você como um guia do que você (que também foi ao evento) quer aplicar ou, se por um acaso não estava por lá, que este texto sirva como uma inspiração para escolher uma ou outra mudança que faça sentido pra você, e que te faça aplicar assim que terminar a leitura. Vamos lá?

1 – Dê atenção ao Áudio Marketing. 

Esta precisava ser minha primeira contribuição para este post. Eu, particularmente já sou apaixonada por podcast desde sempre, mas ouvi pelo menos 4 palestrantes falando para usarmos o podcast como estratégia, com um ponto especial para a palestra do Albert Hayfaz, CEO da Voozer, uma empresa especializada em áudio marketing. Entre tudo que ele falou, ressalto:

  • 83% das pessoas não conseguem ler tudo que gostariam (espero mesmo que você esteja lendo este post, mas logo vou resolver isso, prometo!)
  • Daniel EK, fundador do Spotify, disse que estão preparados para assumir que 20% de todo o conteúdo ouvido no app não serão musicais.

2 – Precisamos reinventar o Facebook

Na feira de negócios do RD Summit havia um painel enorme e interativo. Era um convite para que todas as pessoas que estavam ali sinalizassem qual meio gostavam mais de consumir conteúdo (vale lembrar que a maioria dos que estavam lá eram muito conectados e digitalmente sociais). Os formatos com mais interesse do público são, respectivamente: 

– Posts no Instagram

– Vídeo

– Podcast

– Posts no Linkedin

– Blog

– Newsletter em e-mail

– Whatsapp

– E-book

– Webinar

– Telegram

– Posts em Facebook

Isso mesmo que você viu: posts no Facebook estão no último lugar nessa colocação. Mas o facebook está tentando reverter essa situação? A resposta é sim, com certeza. Você notou como vem aparecendo anúncios patrocinados de comunidades no Facebook? Pois é, o Facebook já notou que são as afinidades que mantêm uma rede social relevante ao longo do tempo e estão tentando resgatar isso. Então, se a sua empresa quer criar relacionamento nas mídias sociais e o Facebook está perdendo a relevância, talvez seja a hora de criar uma comunidade para sua página. 

3 – O LinkedIn já é a rede do momento. Mas talvez você não tenha percebido isso. É possível fazer negócios para uma empresa utilizando seu perfil pessoal, além – é claro – da Company Page. Os profissionais que criaram uma boa estratégia de reputação, autoridade e conteúdo no LinkedIn estão ganhando mercado em uma rede social com muito potencial. Será que não é hora de aproveitar melhor a sua própria rede de network? 

4 – O marketing precisa ser humanizado. Urgentemente.

As gerações estão mudando, e a competitividade que era tão presente nas organizações antes, hoje estão se transformando em colaboração: juntos vamos mais longe. Assim, empresas grandes e muito competitivas no passado passaram a coexistir muito bem entre elas. Este é só um dos pontos que tornam as marcas mais humanas. Para o futuro, vamos observar mais destes exemplos abaixo:

  • Um supermercado que dedica um dia para receber apenas autistas, com baixa luz e muito silêncio;
  • Produtos criados para promover a inclusão, como videogames para deficientes físicos;
  • Filas exclusivas para quem quer fazer compras no estilo “slow shopping”, com muito tempo pra conversar e atendimento muito diferente do automático, mas extremamente pessoal e personalizado;
  • Consumo consciente de produtos, como aluguel de carros, roupas e muitas opções de compartilhamento;

Espero que essas tendências estejam presentes na sua estratégia para 2020! Aqui na OCA, pro exemplo, já estamos investindo em áudio marketing e veremos algumas novidades por aqui!

Aliás, porque não aproveita a oportunidade para nos seguir no Youtube ou Spotify e acompanhar o que estamos falando por lá?

Fique à vontade para conversar conosco sobre essas estratégias para o ano que vem! Estamos te esperando!

Pesquisa: Quem ouve podcast no Brasil e no mundo?

Pesquisa: Quem ouve podcast no Brasil e no mundo?

O ano do podcast finalmente chegou! Em 2019 houve uma revolução nos podcasts, todo mundo lançando os seus, aplicativos atualizando versões otimizadas para melhorar a experiência em podcast e muitos minutos foram ouvidos nestes meses de 2019. É claro que a OCA não ficaria de fora e lançaria seu próprio podcast, que, desde o lançamento segue postando conteúdo semanal no Youtube e também no Spotify! 

Outro dado interessante diz respeito ao tempo médio de duração de um podcast. Nos Estados Unidos, os episódios duram um tempo máximo de 50 a 60 minutos. Já no Brasil, ainda existem podcasts com mais de 110 minutos de duração, chegando até 150 minutos.

Agora, falando sobre o público que consome podcast. O primeiro grande público são os Millenniums, com 35,4% de 23 a 29 anos e 31,3% de 30 a 39 anos. O segundo grande público está com 20,2% entre pessoas de 18 a 22 anos.

Idade:

84% masculino

15,5% feminino

1,6% outros

Em 2014 os solteiros representavam 73,5% do público. Esse número agora está em 56,2%. Apesar de ainda ser a maioria do público, vale ressaltar de os ouvintes de podcast estão entrando numa fase mais madura, com início de vida adulta e construção de família.

A escolaridade do ouvinte de podcast também é bastante peculiar. 32% já tem ensino superior completo e outros 29% ainda estão cursando. O terceiro grande público é o de pós-graduação, com 14%. É um grande indicador de como este tipo de público está muito interessado em conteúdo mais profundo e agregador.

78% exercem uma atividade remunerada e outros 50,9% estão empregados. 18,8% são autônomos ou empresários. 

A área de maior interesse ainda é a de tecnologia, com 22,1%, seguido de educação, com 4,4% e administração, com 6,4%. 

O público de podcast também encaixa-se em uma classe social mais elevada, com 59,8% na classe B e outros 25% na classe C. 

Você pode ver a pesquisa completa nos slides abaixo:

Quer começar a ouvir podcast e não sabe por onde começar?

Nosso time de conteúdo separou alguns dos podcasts que andamos ouvindo nos últimos tempos e que você pode começar a ouvir também para entrar neste mundo!

Café da Manhã – Folha de São Paulo

Este podcast é publicado de segunda a sexta-feira, pela manhã, com a notícia mais relevantes daquele dia e um aprofundamento e a contextualização sobre o tema. Vale a pena conferir! Ah, os episódios têm cerca de 20 minutos.

Durma Com Essa – Jornal Nexo

Com uma proposta parecida, o Durma Com Essa busca trazer, em cerca de 10 minutos, aquela notícia recente que pode continuar a ecoar por aí. É uma excelente forma de se aprofundar e trazer argumentos para um assunto importante.

CBN Professional

Os episódios têm cerca de 1h e promovem conversas com grandes líderes do mercado e especialistas em negócios. 

Detetives da Saúde

Este podcast é bastante relevante para tirar dúvidas sobre assuntos relacionados à saúde, como alimentação, atividade física e bem-estar físico e mental. Produzido pela revista Saúde, os episódios com cerca de 40 minutos separam as fakes das news.

OCACAST

Este é o Podcast da OCA, que traz, em cerca de 40 minutos, episódios que abordam questões sobre empreendedorismo jovem. Do marketing digital até a gestão das empresas, jovens gestores dão dicas e aprofundam o debate do mundo do empreendedorismo:  

Eu Organizado

Um podcast dedicado para mostrar a leveza da organização para pessoas e empresas. Os episódios reúnem em cerca de 40 minutos, filosofia e praticidade para materializar suas ideias e vocações.

Fiesp Cast

O Podcast da indústria paulista é um misto de notícias relevantes e rápidas sobre o segmento, e, em até 10 minutos, é possível manter-se atualizado sobre tudo que acontece na Fiesp

Mamilos

O jornalismo de peito aberto! A proposta é promover um debate profundo, com episódios de 1h30 ou mais, abordando temas polêmicos, mas com muita empatia e respeito, para que os ouvintes formem opinião com mais embasamento. 

É nóia minha?

Um podcast sobre assuntos aleatórios, com temas do dia a dia que fazem a gente se questionar sobre a vida, sobre o cotidiano, e etc. São episódios de 60 minutos, em média e que te fazem desembaraçar alguns nós na cabeça.

Na nossa vida

São cerca de 15 minutos de assuntos simples do dia a dia que podem fazer você ter uma vida mais leve e inspiradora. 

https://open.spotify.com/show/4hZI7d5mPeuVVc4T7ITUtZ?si=V33BVfxqQOCEXZQkUbX9hA

Poucas 

Um podcast com convidados especiais e assuntos diversos, mediado pelo Cauê Moura. São cerca de 80 minutos sobre assuntos muito profundos e debates polêmicos sobre a vida.

Meninas da Firma 

Um podcast para mulheres empreendedoras com cerca de 60 minutos, abordando assuntos que inspiram, informam e trazem motivação para a jornada empreendedora.

E você? Conta pra gente qual é seu podcast favorito? Você já está preparado para a revolução do áudio? 


Diversidade: boas práticas para a sua empresa

Diversidade: boas práticas para a sua empresa

Entenda como e por quais motivos você pode diversificar o seu time

Estamos no ano de 2019, faltando 4 meses para 2020. Hoje, assuntos sociais voltados para a inclusão de pessoas que, por muito tempo, ficaram marginalizadas pelo restante da população, estão cada vez mais recorrentes. Por todos os lados, as causas sociais se fortalecem e, principalmente no meio corporativo, é preciso prestar atenção se o seu time contém pessoas diferentes, trabalhando juntas. 

O assunto é tão importante para o futuro da sociedade e do sucesso da empresas que gravamos um episódio do nosso OCACast sobre este assunto (você pode ouvir clicando aqui ou ao final desta postagem). Nosso intuito é ensinar as empresas que pretendem diversificar os perfis de seus funcionários e que não sabem como iniciar essa jornada. Por isso, nós escrevemos esta matéria elencando alguns tópicos que podem te ajudar nesse assunto. Abaixo, apresentamos alguns assuntos que podem ser importantes na hora de contratar novas pessoas. Vamos lá?

  • Equipe diversa pensa diferente!

Imagine que você resolva chamar a sua equipe para solucionar um problema e todas as soluções forem iguais, monótonas e suscetíveis a erros. Não é um bom caminho a se seguir, certo? Quanto mais pessoas iguais dentro de uma mesma equipe, a solução do problema pode não ser dos melhores. 

Por isso, pensar em uma equipe com perfis diferentes entre si, é um bom caminho a seguir, uma vez que cabeças diferentes pensam e agem de formas diferentes. Ter pontos de vista que se divergem pode trazer questionamentos amplos sobre um desafio e agregar resultados surpreendentes.  

  • Contrate pela competência, não pela aparência

Muitas pessoas diferentes enfrentam problemas em contratações nas empresas, porque muitos líderes estão presos a estereótipos (raciais, de sexualidade, de gênero, etc)  que não devem ser levados em conta, quando a pretensão é contratar perfis diferentes. Hoje em dia, existem políticas internas em várias empresas para adquirir funcionários que possuem alguma deficiência, seja ela qual for, mas o mesmo não se aplica a pessoas de diferentes etnias, mulheres, lgbts, etc. 

Contratar pessoas apenas por uma obrigação mercadológica e suavidades fiscais pode não ser uma tomada de decisão estratégica, visto que o que está em jogo neste caso é algo puramente financeiro. Apostar em pessoas que compreendam outros tipos de perfil social e estilo de vida, contribui para que a empresa fique cada vez mais humana. Como o próprio tópico aqui diz, contrate alguém pela sua capacidade técnica, uma vez que o intelectual não está ligado à aparência física. 

Sabia que algumas empresas optam por iniciar sua avaliação de currículos “às cegas”? Isso significa que o RH não vai receber o nome, o sexo, a idade, o local onde mora, etc. Apenas avaliará as competências daquele perfil. Esse exercício é excelente para avaliar qual é o peso de algumas variáveis que não estão relacionadas a capacidade técnica de um profissional.

Você já deixou de chamar alguém para uma entrevista só porque ele morava longe, ou porque você buscava uma pessoa de uma determinada idade e o currículo que chegou era diferente? Vale a pena pensar a respeito.

  • Mulheres, pessoas de outras etnias e lgbts

É muito comum o quadro de funcionários de várias empresas ter, majoritariamente, homens trabalhando – principalmente em cargos de chefia. Se sua empresa está com uma configuração parecida com essa, porque não rever como você está contratando seus funcionários?

Historicamente falando, grupo sociais como o das mulheres, de pessoas de diferentes cores (como os negros e asiáticos, por exemplo), e lgbts, são frequentemente marginalizados, sendo desconsiderados na hora de empresas dizerem o “sim” para a contratação. É difícil encontrar mulheres em cargos de destaque, simplesmente por empresas não apostarem no real potencial da funcionária, acreditando que interferências sociais e biológicas possam interferir em sua carreira, como uma gravidez, por exemplo. 

O mesmo acontece com os outros grupo, que acabam sendo discriminados e não aceitos por serem considerados inferiores (ainda!) e que tenham estilos de vida diferentes do considerado comum.

Adotar políticas que agreguem essas pessoas dentro da sua empresa, causará uma visibilidade maior perante a sociedade, uma vez que você estará mostrando que a sua empresa se importa com a parte humana dos seus funcionários, num todo. 

  • Equipe mais humana, voltada ao público final

Uma equipe diversa tende a construir histórias diferentes e ricas e, consequentemente, compartilhar experiências de vida, que ajudam a construir um funcionário como ser humano. Esta parte é fundamental pois, uma equipe mais humana acaba transformando a realidade de uma empresa na hora de atender os clientes finais. 

Em muitos casos, principalmente em empresas que lidam diretamente com a comunidade, ter um relacionamento que entenda o problema que ele está passando, pode ser um trunfo quando o assunto for a conquista de um fã da marca. Ter um uma equipe de atendimento que saiba sobre o que o cliente está lidando, por já terem uma vivência parecida ou pelas experiências dos colegas de equipe que passaram pelo mesmo, ajuda na eficiência na resolução do problema abordado. 

  • Equipe mais forte para enfrentar possíveis crises

Por último e não menos importante, ter uma equipe diversificada ajuda (e muito) quando um problema de maior proporção, aparecer. Como falado num dos tópicos anteriores, ter mentes diferentes para achar a solução de algo pode prevenir possíveis erros e achar saídas para uma crise de forma mais eficiente que mentes iguais juntas. 

Para finalizar, este texto tem o intuito de promover contratações mais amistosas e autênticas, visando principalmente na manutenção de pessoas que ainda sofrem com a não inclusão de suas particularidades. Se você, como alguém na liderança de uma empresa conseguir aplicar algum destes tópicos aqui apresentados, verá o quão humano o seu time ficará e poderá, assim, contribuir para uma sociedade melhor, empática e preocupada com o bem-estar de todos. 

Também, como mostramos ali no comecinho do texto, você também pode continuar sabendo mais sobre o assunto no nosso OCACast #11, onde abordamos o assunto “Diversidade” com mais profundidade. Você pode ouvir o episódio, clicando no player abaixo!




Lançamos o nosso primeiro Podcast! OCACast #001

Lançamos o nosso primeiro Podcast! OCACast #001

Bom dia, boa tarde, boa noite para você que está lendo este post no blog! É falando sobre podcast que iniciamos o assunto que vai mexer nas estruturas da sua forma de ver o mundo do empreendedorismo. O OCACast é um podcast feito por jovens empreendedores para jovens empreendedores! 

Ainda temos muito para falar sobre esse novo formato, e a melhor forma de conferir tudo isso é nos ouvindo! Acesse o nosso canal no Youtube e confira! Aproveite para se inscrever em nosso canal e ativar as notificações! 

O Futuro é Privado, pelo menos é o que diz o Mark

O Futuro é Privado, pelo menos é o que diz o Mark

O próximo capítulo da inovação é privacidade. São as palavras do próprio Mark Zuckerberg, na mais recente conferência anual realizada pelo Facebook, o F8. Segundo o CEO do Whatsapp, Facebook e Instagram, a maior interação de usuários acontece nas plataformas de mensagens, de forma privada, em pequenos grupos ou nos stories.

Mark iniciou sua palestra dizendo que “o futuro é privado” e aproveitou para discursar sobre a privacidade de usuários em mídias sociais, uma questão preocupante para o Facebook desde a polêmica de compartilhamento indevido de dados com a consultoria Cambridge Analytica. É curioso citar que este grande grupo está envolvido em um dos maiores escândalos de privacidade, mas a empresa diz estar comprometida em cuidar da privacidade melhor do que vem fazendo.

“Privacidade nos dá a liberdade de sermos nós mesmos”, diz Mark. Ele ainda baseia seus esforços em seis tópicos principais: 1 ) Interações privadas; 2 ) Encriptação; 2 ) Reduzir o tempo de permanência dos usuários no app; 4 ) Segurança; 5 ) Interoperabilidade entre os aplicativos e 6 ) Armazenamento seguro de dados.

Algumas mudanças práticas revelam que este é o objetivo principal:

  • Messenger mais leve e com possibilidade de ser integrado com os outros aplicativos;
  • Whatsapp permitirá consulta de lista de produtos e compra dentro do próprio aplicativo;
  • Facebook Dating, uma espécie de “Tinder”;
  • Instagram não terá mais número de curtidas nas fotos como métrica, e terá função de doação para entidades, dentro do Stories;
  • Grupos de trabalho no Facebook terão possibilidade de se inscrever para vagas de emprego diretamente pelo Facebook;
  • Grupos de jogos receberão um recurso de bate-papo para conversas entre membros, dentro de determinados tópicos.

Agora, a pergunta que lanço para você, que utiliza o Facebook como uma ferramenta de interação e relacionamento com os seus clientes e leads, é a seguinte: Você está dependendo do resultado que o Facebook apresenta, para melhorar suas ações? Cada vez mais fechado e privado, a sua empresa precisará de mais autorização, conteúdo segmentado, personificado e que resolva o problema do seu lead!

A sua empresa está preparada para as próximas mudanças na internet? A OCA pode te ajudar a lidar com essas novidades e te ajudar a garantir os melhores resultados!

Peça um diagnóstico gratuito das suas redes sociais, cadastrando-se neste link:

Cores Pantone: a importância para o design

Cores Pantone: a importância para o design

No último dia 6, a Pantone liberou a cor que guiará todo o ano de 2019, nas áreas de decoração, moda e design. Assim como faz todos os anos, a empresa criada em 1962 nos Estados Unidos, tornou público a tonalidade que influenciará os visuais do ano que está por vir.

Chamada de Living Coral (código Pantone 16-1546), a cor tem como sua principal característica o aspecto energizante, quente e vibrante, inspirado na diversidade dos recifes de corais. Segundo a vice-presidente da empresa, Laurie Pressman, a empresa procurou por cores que trazem nutrição, conforto e qualidade, além de não ter aspecto visual muito pesado. “Queremos jogar. Queremos ser elevados!”, afirma.

A escolha das cores anuais é feita pelo Pantone Color Institute, subdivisão norte-americana da empresa, que desde o ano 2000 influencia segmentos que envolvem design e a formulação de produtos, ao longo do ano. Antes da definição, a pesquisa é extensa, com inspirações vindas das artes, cinema e até em artistas influentes. Em 2018, por exemplo, o Ultraviolet, cor escolhida para o ano vigente, obteve inspirações em cantores como Prince, David Bowie e Jimi Hendrix, cujos figurinos continham sempre a presença de cores voltadas ao roxo.

Então, qual a importância das cores Pantone para o design?

Além de indicar quais caminhos visuais seguir no próximo ano e guiar as tendência em pilares essenciais do consumo, a Pantone permite a padronização de tonalidades no meio gráfico, principalmente nas produções em escalas mundiais.

Imagine o seguinte caso: um restaurante do Mc Donald’s no Brasil deve ter as mesmas cores institucionais e dos materiais, que um outro restaurante da franquia, localizado no Japão. Os materiais impressos utilizam o sistema de quatro cores CMYK, enquanto que as artes mostradas na tela do computador usam o sistema RGB. A calibragem correta entre os dois pode, na maioria das vezes, ser difícil e trabalhosa, uma vez que os dois sistemas de cores diferem-se.  

A Pantone entra, então, nesta etapa, permitindo que a mesma tonalidade utilizada aqui seja a que será usada do outro lado do mundo, sem distinção nas nuances. A grande maioria das agências de publicidade apoiam-se nesse sistema para dar vida à identidade de seus clientes, garantindo assim a qualidade de reprodução das mesmas.

Estas escalas, então, servem para unificar as comunicações feitas pelas empresas, quando há a necessidade de padronizar os visuais. Por ser única e muitas vezes exclusiva, a Pantone acaba por ter seu custo um pouco mais elevado do que as misturas de cores feitas com a escala normal (CMYK). Porém, sua utilização em materiais gráficos permite visuais singulares e harmoniosos, além de estarem ligados sempre às tendências atuais.

Giovanni Caputo

Diretor de Criação